12 julho 2009

Vou à luta

Em relação ao meu problema, amanhã tenho reunião com o advogado representante do meu sindicato.
Sei que vai levar anos até ter esse problema resolvido, mas não vou ficar de braços cruzados.

02 julho 2009

Quem espera, desespera

É assim que estou, sem vontade para trabalhar, sem condições psicológicas para trabalhar, pois ninguém gosta de trabalhar e não ver o seu ganho.
Não se consegue viver só do ar.
O caso da outra rapariga que falei do post anterior foi logo resolvido, o meu foi comunicado no dia 26 e só no dia 29 perto das 16.30 é que começaram a tratar do assunto.
Aguardar dois a 3 dias. Amanhã à tarde acaba o prazo e ainda não sei se vou ver o € pelos quais trabalhei.
Já estou por tudo.
Que role cabeças.
Houve um erro grave. Estou bem prejudicada, e querem que fique assim mesmo.
Por coisas bem menos graves há logo reuniões para "puxões de orelhas", agora há um erro com o ganha pão, que não chegou a ser visto e fica assim mesmo??? Não me conforme. Não vivo só do ar.
Tenho 2 crianças pequenas para sustentar, vivo do meu trabalho, que seja pouco, mas é com ele que conto e vou gerindo. Agora ficar sem o ver porque houve um erro informático???
É só estar no galho superior a ganhar e não se assume responsabilidades??
Estou prejudicada, mas indirectamente terceiros estão sendo prejudicados.
É as contas que vão ficar com atraso e agora sei lá se as vou conseguir por em dia.
Não faço milagres.

29 junho 2009

Não estou sózinha

Em relação ao post anterior, embora não seja por um bom motivo, mas hoje descobriu-se outro caso igual ao meu.
Não estou sozinha, e isso dá-me uma força para acreditar que as coisas vão-se resolver a bem.
Não andava a ver esperanças de ter o que trabalhei.
Se fosse só o meu caso, a coisa não seria tanto grave, mas como já sendo dois, acho que leva a entidade competente a mexer mais depressa os pauzinhos.
Resta aguardar mais 2 ou 3 dias a ver se a outra entidade dá o braço a torcer, do que recebeu por um engano, ainda duma primeira entidade.
São 3 entidades envolvidas.
O número perfeito.
A ver vamos se vejo solução para o meu caso e para o da outra pessoa também lesada.

27 junho 2009

Nascer com o cu virado para a Lua

Deve ter sido assim que nasci.
Agora que tínhamos uma bonança na nossa vida, eis que vem uma tempestade.
Resto de post retirado.

11 junho 2009

Da consulta

Só preciso usar óculos para o perto, tal como trabalhar no computador, ler, enfiar uma agulha.
Ainda não preciso de lentes progressivas, o grau que tenho é pequeno e dispensa.
Tenho miopia num olho e hipermetropia no outro.
A doutora aconselhou a aproximar mais o écran do computador.
Consulta daqui a 2 anos.
O mariduxo ao contrário, vê mal ao longe e terá que usar sempre os óculos.

24 maio 2009

Finalmente consegui!

Finalmente consegui marcar consulta de oftalmologia para mim e para o meu kiduxo.
Estava à espera de dias melhores para puder pagar uma consulta de oftalmologia, mas como uma nova médica abriu consultório na cidade onde trabalho, e está fazendo este mês, as consultas grátis, tinha que aproveitar esta oportunidade!
Temos consulta em Junho.
A médica aguarda a receita até reunirmos condições para pagar os óculos.
E melhor ainda, soube por uma colega minha que já teve consulta, que os óculos lá são mais em conta.
Os óculos do meu tesourinho foram dos mais baratos e foram 127 €, neste consultório diz que tem óculos a 60€.
Pena é, que não fazem consulta para crianças, pois aproveitava a saber se o tesourinho benjamim necessita de óculos.
Também em Junho terá a consulta com a médica de família, e vou pedir para lhe fazer o teste de visão.
Depois, se for o caso, é aguardar ano e meio por consulta no hospital.

01 maio 2009

Marcou-me

Marcou-me, duas frases alusivas ao dia da mãe, feitas por colegas do meu filho, na pré.
Do lado de fora da sala, estão afixados, os desenhos com a frase sobre a mãe.
Duas marcaram-me.
"Gostava que a mãe nunca morresse"
Frase feita por uma criança, cuja mãe se suicidou, o ano passado.
"A mãe bate-me"
Esta criança tanto abraça e mima, como bate nos colegas.

15 abril 2009

Porque será?

Porque será, que só consigo ter o que tanto desejo ou preciso, muito tempo depois?
Sempre tudo com muita luta e sacrifício.
Sempre demorado para chegar, que quando chega já nem consigo ter aquela alegria.
Sempre sonhei um dia casar e ter filhos.
Casei aos 37 anos.
Filhos aos 39, mas antes tive a triste experiência da perda de um anjinho.
Ter formação profissional, esperei nem sei quantos anos para me chamarem, quando os meus colegas de curso foram chamados poucos dias depois de se terem inscrito. Vieram a descobrir que a minha ficha de inscrição estava fora da ordem, daí a não ser chamada.
Ser chamada para ir fazer um TAC a Lisboa muito tempo depois de ter tido a consulta que pedia esse exame.
Ter a casa à venda, por já ser pequena para a família, e porque já não conseguia pagar as prestações, que o banco alterou, que aumentavam de 6 em 6 meses e passou a ser mês a mês.
Já se passaram 2 anos e agora é que o banco deu crédito a alguém interessado na casa, agora que já decorre processo de hipoteca.
Para quando ter alegria com algo?
É o carro que quando avaria, são seguidas.
É multas que se apanha de outros que nos ultrapassa, e o nosso carro é que fica na foto.
Porque será?

23 março 2009

Selos

Selos oferecidos pela Sandra do Clube da Conversa.

18 março 2009

Finalmente

Finalmente um raizinho de sol, na nossa vida.
Desde as vésperas de Natal que o meu marido estava desempregado e sem subsídio de desemprego.
Começou hoje a trabalhar.
Melhor ainda o trabalho fica mais perto de casa do que o que tinha antes, o que quer dizer menos gastos em gasolina.
Que venha a bonança para a nossa vida.
Já chega de tempestades.

28 março 2007

Sem luz

Já não há luz no fundo do túnel.
Está cada vez mais escuro.
Cada vez mais enriçadas e bem grande!
Vamos lutando até que nem que tenhamos que ficar rotos.

29 janeiro 2007

Petição on-line pela libertação do Sargente Luís Gomes

Amigos(as)
Li e assinei a petição on-line: "Petição pela libertação do Sargento Luís Gomes"
Na página web by PetitionOnline.com, o serviço on-line grátis, em:
http://www.PetitionOnline.com/gomes5/
Eu concordo com o que diz nesta petição, e penso que podem concordar, também.
Se podem dispensar um minuto , por favor vejam, e reflectem.
Os melhores cumprimentos,
Ana Santos

26 janeiro 2007

Finalmente uma luzinha no fundo do túnel

Já recebi a cartinha da Segurança Social a dizer o montante e escalão das prestações familiares dos meus 2 tesourinhos.
Tinham dito ao meu marido que seria o 2º escalão, mas afinal vão pagar pelo 3º escalão.
Que venha o dinheirinho que está a fazer-nos muita falta.
Quanto ao resto continuam os azares.
O carro já está há 2 semanas na oficina.
Tivemos que alugar um para puder-mos ir trabalhar.
Não me venham com a história de que há transportes públicos.
Tudo parece muito bonito para quem vive a situação por fora da realidade.
Até eu poderia vir na carreira para o trabalho, mas depois como iria levar as duas criançinhas pequenas à creche? Ainda é um quilómetro e meio do meu trabalho à creche.
E o meu marido a trabalhar à noite? Entrar à meia noite ao serviço, ia para Angra do Heroísmo de táxi?
Quem ganha ordenado mínimo não pode usar táxis, muito menos a pagar tarifa nocturna.
Vamos a ver se conseguimos chegar ao fundo do túnel, nem que leve muito tempo, cá se vai remando contra as marés.

16 janeiro 2007

Farta

Estou farta desta vida cheia de miséria.
Farta de não ter dinheiro para comprar até mesmo bens essenciais.
Dinheiro nunca chegar para as despesas.
Do banco chular tudo, e nós é que ficamos a passar "as passas do Algarve"
De comer o pão que o diabo amassou.
De os tribunais não fazerem justiça. Muita luvinha branca deve passar por debaixo da mesa.
Farta da Segurança Social que não ajuda quem mesmo precisa.
As prestações familiares do Júlio ainda não foram pagas. Já se passaram 6 meses. É tempo demais para esperar, logo quem mais precisa é que fica a passa-las.
Farta de ver o futuro próximo cada vez mais negro.
Não ver uma luzinha ao fundo do túnel.

30 outubro 2006

Boas e más notícias

A boa notícia é que a consulta que tinha para os dentes, no dia 4 de Dezembro passou para o dia 7 de Novembro.
O meu filho Marco António para o ano lectivo que vem 2006/2007, vai ficar na pré-primária aqui de São Sebastião.
Soube que tem pessoas com eles na hora do almoço, e depois à tarde há tempos livres.
Assim já não me preocupo, porque já não me autorizarem o horário de jornada contínua, e ia ser um problema eu a sair às 17:30 e ele a sair às 15:30.
O horário de trabalho do pai é incompatível para o ir buscar à pré-primária, porque na sexta-feira trabalha de dia, durante a semana chega a casa às 8:00, é claro que vai dormir depois de ter estado toda a noite a trabalhar, e ainda para mais eu é que fico com o carro.
A escola fica muito perto da nossa casa, senão teria que frequentar uma mais ou menos perto do meu trabalho.
Menos esta preocupação a moer a cabeça.
Má notícia é que os dentes tem me dado dores, tipo moinhas.
Penso que seria das agarras da prótese, pois agora ando sem ela e a coisa vai indo melhor.
Só que para comer, fico com a boca toda dorida.
Quanto às tempestades da vida continuam a aparecer sempre seguidas.
Pequenas tempestades que acabam por prejudicar ainda mais a actual situação.
Cada vez está mais difícil de manter a cabeça à tona da água.
Para ajudar à festa, a Segurança Social ainda não pagou as prestações familiares do meu filho Júlio César, já vai ele com 4 meses.
Dizem eles que estão atrasados nos pagamentos, que depois vamos receber uma cartinha em casa.
Depois pagam tudo junto, os meses de atraso.

21 outubro 2006

Consulta da tiróide

Levei o Júlio César comigo, como ele é amamentado.
E também queria aproveitar para quando saí-se da consulta, ir com ele ao trabalho de duas irmãs minhas.
Uma trabalha mesmo perto do Centro de Oncologia, onde tenho as consultas da tiróide.
A outra também não fica longe, e é a madrinha dele.
Fiquei admirada quando a enfermeira me chamou, para pesar e medir a tensão, pois costuma ter muita demora.
Comentei que estava admirada em ser chamada tanto depressa. Ao que a enfermeira respondeu, que eu tinha prioridade por estar com um bebé.
Estávamos a medir a tensão e Júlinho deu sinal que já estava na hora de mamar.
Disse que já estava na hora dele mamar.
A enfermeira então disse: ainda mais razão tem em ter prioridade por estar com um bebé que é amamentado.
A tensão estava alta. 15,6 por 8,6
Pesei-me, enquanto outra funcionária pediu para pegar no bebé.
Já só me falta recuperar um kg para ficar com o peso que tinha antes de engravidar. Estou com 67 kg.
Nesse entretanto a srª enfermeira foi avisar algumas colegas para não entrarem na sala de reuniões, onde estive a dar o peito ao Júlinho.
Depois fui encaminhada para o pé da porta da sala onde tive a consulta.
Está tudo bem.
Não preciso voltar a fazer ecografia.
Passou para fazer só uma análise ao sangue, para ter consulta daqui a um ano.
Ao sair da consulta, aproveitei e fui fazer uma vizitinha a 2 funcionárias administrativas do Centro de Oncologia, pois já fui Revendedora de Vendas do Circulo de Leitores e dava assistência a elas.
Ao caminho do trabalho da madrinha do Júlio, encontrei esta amiga, estivemos a conversar um pouco.
Claro que no trabalho das minhas manas o Júlio teve que vezitar algumas colegas delas.

18 setembro 2006

Revissão de parto

No dia 14 tive a minha consulta de revisão de parto.
Está tudo bem comigo.
Falei que estava a tomar a pílula Cezarette.
O médico diz que essa pílula não é muito segura pois basta haver uma quebra da produção de leite para perder o efeito e correr o risco de engravidar novamente.
Já ficou marcada consulta para daqui a um ano.
Fiquei admirada por continuar a ser seguida pela consulta externa do hospital, pois quando tive o meu 1º filho na revisão de parto a médica que me seguia naquela altura, não me quis seguir mais, alegando que eu não tinha situação clínica para ser seguida pelo hospital.
Que eu fosse à médica de família dali a um ano.
Engraçado é que fiquei grávida e melhor ainda fiquei com um médico (muito simpático, nada comparado com a médica que tinha antes).
Que poderia a médica de família fazer? Passar um fax, para ir à consulta externa do hospital, certamente.
O médico tornou a frisar na consulta, que eu tive um parto muito bom. Nada como um parto decorrer todo ao natural.
Também digo o mesmo, pois induzido com oxcitina as dores apertam muito mais.
Nesse mesmo dia fui à tarde fazer uma ecografia à tiróide, pois tenho pequenos nódulos.
Os nódulos são muito pequeninos, mas a tiróide está com o volume aumentada.
Pesquisei na net, poderá ser efeito do recente parto, vamos a ver o que diz a médica na consulta do dia 13 de Outubro.
Tenho que fazer análises ao sangue, mas não sei se poderei fazer devido ao aumento estrondoso que tiveram as análises para quem é "beneficiário"??? da ADSE.
Passou para mais do dobro o custo das mesmas.
Ao saber o preço no laboratório de análises a srª que me atendeu disse que já há muitas pessoas a não fazerem análises devido ao alto custo das mesmas.
Depois venham cá os políticos dizerem que temos saúde grátis.
Nota:
As enxaqueca já passaram.
Consulta para os dentes, só para 4 de Dezembro.
E já me caiu um chumbo. Espero que me aguente até lá sem me dar dores.
Prefiro ficar desdentada a ter que chumbar e andarem a partirem-se todos e claro com dores.

21 agosto 2006

Xou, xou

Enxaqueca e dores de dentes.
São muito mal vindas.
Este mês começei a tomar a pílula Cerazette (própria para quem amamenta), mas um dos efeitos adversos são enxaquecas, que não me querem largar. Já tive que tomar um ben-u-ron.
Até estava irritada por causa da enxaqueca.
As dores de dentes já se fazem sentir (penso que será porque tenho dentes muito estragados, também devido às gravidezes e amamentação).
Ainda não são dores fortes. Vai dando para indo aguentando, mas que chateia, chateia.
São pequenos axaques que nos vai tirando graça à vida. Deixa-nos sem paciência para apreciar o que a vida tem de bom.
Estou à espera de ser chamada para tratar os dentes na consulta externa do hospital.
Estou com medo, pois os dentes estão mesmo muito detiorados, mas tenho que arranjar a boca para ficar em condições de poder comer.
E não vale a pena andarmos a sofrer.

05 agosto 2006

Relato do parto

No dia 21 de Junho estava para dar entrada na maternidade para provocarem o parto.
Já estava com 40 semanas + 5 dias.
Nessa mesma madrugada começaram as contracções de hora a hora. Por volta das 6 já estavam de 15 em 15 minutos. Pelas 9 mais ou menos já eram de 10 em 10 minutos. Andava na sala de um lado para o outro, pois o meu sogro tinha ficado de me vir buscar pelas 9 horas para me levar para a maternidade.
Assim que vinha uma contracção tinha que parar de andar, e encostava-me à parede até ela passar. Nem sei o tempo que ela durava.
Como o Marco António estava a ficar de noite em casa dos avós, demoram para chegar, pois esperaram para o pequenito acordar.
Já era perto das 10 horas quando saimos de casa.
Cheguei à maternidade pelas 10,15 mais ou menos.
Pelo caminho ainda tive algumas contracções.
O meu obstetra quando me examinou já eu tinha 2 a 3 dedos de dilatação.
Fizeram-me a depilação e clister.
Com o clister tive um acidente. Estava sentada a responder às perguntas para o internamente quando veio uma vontade súbita e urgente de ir ao WC.
Que vergonha que eu passei! Não consegui chegar ao WC a tempo, sujei tudo.
Lá chamei pela enfermeira e disse o que me tinha acontecido. Pedi para ir tomar um duche.
Deram-me a bata de internamente e toalha para o duche.
Depois fui para a sala de dilatação fazer o CTG.
Já acusava algumas contracções.
O obstetra deu instruções para a parteira não me dar occitina por causa do mioma.
Disse esse parto vai-se desenrolar tudo ao natural, nada de pressas.
Recomendou para eu passear no corredor para ajudar a provocar a dilatação.
Por volta das 16 horas fui deitar-me um pouco e chegaram as contracções em força.
A parteira senti-me a assoprar e veio ver a minha dilatação. Já estava com 4 dedos.
Disse já está assim tanto rápido em trabalho de parto e não nos chamavas?
Pedi para avisarem o meu marido quando fosse para o Júlio nascer pois queria que ele assistisse ao parto.
Que bom que é ter o nosso marido ali do nosso lado quando vem uma contracção em força. Só fechava os olhos e apertava-lhe na mão.
Para o fim disse tenho que gritar, já estão muito fortes.
Mas ao chegar aos 8 dedos a dilatação parou.
Senti mesmo como se as minhas entranhas estivessem se abrindo, a esgaçar-se.
Aos 6 dedos de dilatação senti com uma contracção as águas a arrebentarem.
Chamei a parteira que confirmou que eram mesmo as águas que tinham rebentado.
Aos 8 dedos a parteira dava-me instruções para experimentar a fazer força. Disse para eu agarrar nas minhas pernas e inclinar-me para a frente para ver o meu filho a nascer.
Mas não conseguia fazer a força suficiente e mesmo a dilatação parou.
Colocaram occitina no soro, mas continuava sem fazer efeito. Lá voltaram a colocar occitina mais forte. Aí sim vieram as contracções em força.
Desta vez os toque doeram-me. Até que numa das vezes o obstetra até pediu desculpa por eu ter soltado um ai.
Não havia jeito de conseguir fazer a devida força. O obstetra perguntou se eu tinha esvaziado a bexiga. Ele disse tens a bexiga cheia e pediu para trazerem uma arrastadeira.
Meteram-me uma algália para esvaziar a bexiga.
Depois levaram-me para a sala de partos.
Fiz força por 3 ou 4 vezes.
O obstetra só dizia: Ana está quase. É desta vez que vais conseguir.
Por fim fiz força com todas as forças que consegui, tendo que me abastrair da dor que estava sentido do meu filhote a aflorar. Fechei os olhos pois assim é que me consegui concentrar em fazer a devida força.
Ouvi o ostetra dizer: Que cabelo escuro! Ana continua a fazer força.
Senti a cabecinha dele sair. Vi o cabelinho dele escuro.
Mas a dor estava sendo mais forte. Tremia a fazer a força.
Senti o obstetra a fazer o corte da episitomia. Senti como se o obstetra me estivesse abrindo para ajudar o Júlio a nascer.
Nisto vejo o meu Júlio sair.
O obstetra ao amparar neste mundo, disse: Júlio o grande.
Eram 18,22.
Colocou-o em cima de mim.
Dei-lhe um beijinho numa mãozinha, depois na testa e outra vez na mãozinha. Este último beijinho foi dado a pedido da Mariazinha (na véspera dele nascer tinha estado a falar com ela no msn e ela disse para eu lhe dar um beijinho quando ele nascesse). "Amiga espero que esteja tudo bem contigo"
Ali mesmo Júlinho mamou pela 1ª vez.
Foi um pouquinho ao colo do papai.
Só depois é que o foram limpar e cortar o cordão umbilical, mas o obstetra ao pegar nele achou-o frio e colocou-o no berçinho quentinho.
Quando cortaram-lhe o cordão umbilical, soltou o seu 1º choro. E que choro bem forte. Depois ninguém o parava de chorar.
O pai disse: Este é mais parecido contigo.
Na sala de partos comentavam a farta cabeleira que o Júlio César tinha.
Enquanto tratavam de limpar o Júlinho e vestir, a parteira ia-me costurando. Esguicharam-me anestesia que senti arder.
Mas mal senti os pontos. Levei 4 pontos por fora e 2 por dentro.
O obstetra ia fazendo-me perguntas nesse entretando.
Então foi aí que soube, que o Júlio tinha nascido com uma circular à volta do pescoço e que ele não tinha rodado os ombros ao nascer. (Deve ter sido por isso que senti como se o obstetra estivesse-me abrindo para ajudar o Júlio a nascer).
Peso ao nascer: 4,075 Kg.
Bem que eu dizia que ia ter um bébé grande, ao tamanhão da barriga que tinha.
Índice de Apgar ao 1º minuto: 9
Ao 5º minuto:10
Senti a planceta a sair, senti mesmo como um puxão.
A parteira mostrou-me a casinha do Júlio.
Parece incrível como é que um bébé cabe dentro daquele espaço pequeno.
Que alívio que senti depois do meu filhote ter nascido!
Depois fiquei 2 horas do lado de fora da sala de partos, com o meu bébé. O papai esteve connosco enquanto durou a hora da vezita da noite, pois as vezitas são das 18:30 às 19:00.
Levaram-me então para o quarto nº 10, cama nº 1.
O Júlinho na maternidade era conhecido por : Júlio, o grande.
Só foi medido no dia em que tivemos alta. Tinha 53 cm.
A minha companheira de quarto foi uma jovem mãe de 18 anos da ilha Graciosa.
O filhote dela tinha nascido da parte da manhã, e era conhecido na maternidade por : Rodrigo, o loiro.
O bébé parecia um boneco de caixa, muito loirinho, russo.
Achei engraçada a coencidência pois aquando o nascimento do Marco António fiquei também no quarto com uma jovem mãe de 18 anos, também da ilha Graciosa.
O obstetra comentava com o outro pessoal médico que eu tinha tido um parto tudo ao natural como as mulheres antigas.
A obstetra que tive na gravidez do Marco António e que me fez as ecografias gabava-me de eu ser uma mulher de coragem por aos 41 anos ter tido mais um filho.
Quando acabei de ter os meus filhos disse que não queria ter mais filhos, mas hoje sabendo que a nossa vida poderá melhorar quem sabe se desta vez virá a Diana Sofia?
Enganam-se se estão pensando que quero ter já outro bébé.
Desta vez estou tomando a pílula própria para quem amamenta.
No dia 14 de Setembro terei a minha consulta de revissão de parto, vamos a ver se não há nenhum incoveniente de tomar esta pílula dado o meu histórico clínico.
Só passado um mês e meio é que consegui vir relatar o parto, pois só mesmo com os tesourinhos a dormir é que posso ter uma folga.

Selinhos